Ana Poli questiona atuação de Prefeitura e Sabesp na despoluição do Baquirivu

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou à vereadora Ana Cristina Poli (PL) em resposta ao requerimento nº 2358/19 que “em breve” encaminhará à análise da Câmara de Arujá o Plano Municipal de Saneamento. A resposta foi dada depois de a parlamentar questionar quais medidas estão sendo tomadas pela Prefeitura em conjunto com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para garantir a despoluição do Rio Baquirivu.

No
documento, Ana Poli pede informações sobre a atual situação do Baquirivu em relação
aos seguintes aspectos: despejos de resíduos e rejeitos; projetos e ações que
estão sendo desenvolvidos atualmente para despoluição total do rio; se é
possível uma ação imediata de limpeza, remoção de entulhos e desinfecção e/ou
despoluição para neutralização de odor e envio a esta Casa de Leis das medidas
previstas no Plano de Saneamento Básico e seu cronograma de execução.

Rio Baquirivu corta a cidade de Arujá

No
ofício enviado à parlamentar, a secretária municipal Ionara Fernandes, além de
assumir o compromisso de enviar o Plano de Saneamento à análise dos vereadores,
afirmou que a Prefeitura está em campanha para “notificar e conscientizar” a
população quanto à necessidade de ligar a residência à rede de esgoto. “Também
elaboramos projetos para instalação de lixeiras e grelhas em bueiros em toda a
bacia do Baquirivu e estamos pleiteando recursos da Fehidro para executar essas
ações”, revelou Ionara ao complementar: “Essa medida ajudará a diminuir o
carreamento de resíduos sólidos para o córrego”.

Sabesp

No
âmbito da Sabesp, a gerente do Departamento de Planejamento Integrado e Relações
Comerciais Leste, Ana Lúcia Oliveira Scavassini dos Santos, salientou que a
competência da empresa é investir na expansão da rede de esgoto para coleta e
tratamento de resíduos. “A Sabesp vem ampliando a cobertura da coleta de esgoto
no município e investindo na manutenção e melhoria dos serviços. Na bacia do
Baquirivu-Guaçu, no trecho inserido nos limites de Arujá, há redes coletoras em
toda a área já urbanizada. Os bairros Nippon Club e Jardim Yamamoto se esgotam
por fossas e devem ser contemplados com redes coletoras, sem data definida”,
informou.

No
mais, a gerente pontuou ações feitas em parceria com a Prefeitura, entre as
quais, a identificação e autuação de imóveis não conectados à rede coletora e
colaboração nos estudos iniciais para instalação do Parque Nascente do
Baquirivu. Em relação às outras ações cobradas por Ana Poli, a gerente foi
enfática: toda responsabilidade é da Prefeitura de Arujá.

Nascente

Na Sessão Ordinária do último dia 6/11, a Câmara de Arujá aprovou a inclusão de R$ 418.790,39 no Orçamento Municipal de 2019. Os recursos deverão ser destinados à despoluição da nascente do Baquirivu e a Lei Municipal nº 3220/19 que garante o uso dos recursos pela Prefeitura de Arujá foi publicada no Diário Oficial Eletrônico, no último dia 12/11.

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Publicado
em 04/11/2019

Texto: Silmara Helena