Câmara repudia proposta de Reforma da Previdência

27mar
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“Não iremos desistir do debate e da luta”, disse Renato Caroba, um dos autores da Moção de Repúdio contra a Previdência

“Não iremos recuar no debate e na luta contra a Reforma da Previdência, independentemente do tempo que for necessário para derrotá-la”, afirmou  o vereador Renato Bispo Caroba (PT) ao defender a aprovação pelo Plenário da Casa da Moção de Repúdio (nº 13/2017) proposta por ele e pela vereadora Cristiane Araújo Pedro (PSD), a Profª Cris do Barreto, ao projeto que tramita no Congresso Nacional. A proposta do atual governo prevê, entre outras medidas, o aumento da idade mínima da aposentadoria para 65 anos.

“Ou somos contra ou todos iremos pagar”, disse Cris do Barreto

Caroba também cobrou posicionamento dos deputados federais eleitos com votos de Arujá. “Agora estamos precisando deles, pois também representamos aqui parte do eleitorado desta cidade”. O parlamentar citou alguns congressistas que estão entre os dez mais votados no município, entre os quais, Márcio Alvino (PR), Roberto de Lucena (PV), Tiririca (PR) e Paulo Maluf (PP).

Gabriel dos Santos comparou Reforma à Lei do Sexagenário

“Vamos trabalhar, pagar 49 anos, e dar mais de R$ 1,3 milhão ao governo, sem ter direito a sequer R$ 100 mil. O que estamos fazendo aqui não é lobby. Ou somos todos contra ou todos iremos pagar. Os filhos de vocês, os netos de vocês não terão aposentadoria e jogaremos no lixo as conquistas de nossos pais”, disse a parlamentar Profª Cris do Barreto. 

Paulinho Mailonio: “vamos morrer, sem nos aposentar”

Gabriel dos Santos, em recado a Michel Temer, comparou a Reforma da Previdência à  Lei do Sexagenário. “Essa Lei aprovada em 1.885 dava carta de alforria aos escravos a partir de 60 anos, mas os escravos viviam no máximo 40. E quando viviam até 60 não tinham lugar para morar e nem trabalhar. Ou seja, era para inglês ver. Essa reforma é isso. Precisamos nos unir e fazer pressão sobre nossos deputados, pois também somos cobrados pela parcela da população que nos colocou aqui”, lembrou.

“Tem que cobrar de quem deve à Previdência, não do trabalhador”, afirmou Rafael Laranjeira

A bancada do PSB também se posicionou contra a reforma. Rafael Santos Laranjeira, Vice-Presidente do Legislativo, garantiu já ter acionado a bancada de seu partido em Brasília. “É preciso cobrar quem deve e não cobrar do trabalhador. Corre-se o risco, se aprovada esta Reforma, de a pessoa contribuir a vida toda e desfrutar somente de três anos de aposentadoria pois, em alguns lugares do Brasil, a expectativa de vida é de 68 anos”, salientou. Paulo Henrique Maiolino, o Paulino Maiolino, líder da bancada, concluiu: “a pessoa vai morrer sem se aposentar”.

“É inadmissível aceitarmos essa Reforma”, reforço Dr. Marcelo Oliveira

Marcelo José de Oliveira (PRB), o Dr. Marcelo Oliveira, também demonstrou a sua indignação. “É inadmissível aceitarmos esta Reforma da Previdência. Michel Temer está de forma unilateral obrigando as pessoas a pagar 49 anos de INSS. E considerando que a expectativa de vida não chega a 65 em cidades do Nordeste e até de São Paulo, ninguém vai se aposentar. Vai pagar e não vai receber”, destacou.

Ana Poli: “é um afronta aos trabalhadores”, resumiu

A professora Ana Cristina Poli (PR), a Ana Poli, fechou posição contrária à Reforma e declarou: “Esta proposta é uma afronta à população e aos trabalhadores”.

“Estou revoltado é com a população brasileira que fica sentada assistindo Jornal Nacional enquanto tiram os nossos direitos”, protestou o vereador Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria. Ele disse que a mídia esconde a realidade e tenta desviar a atenção do povo incluindo outros assuntos na pauta. “A Operação Carne Fraca teve esse objetivo. Se a gente não gritar, ninguém vai se aposentar”.

Reynaldinho: “conte comigo quantas vezes precisar”, garantiu fechando posição contra a Reforma da Previdência

Edvaldo de Oliveira Paula (PSC), o Castelo Alemão, também aproveitou para pedir o fim do fator previdenciário que, segundo ele, retira 40% do valor da contribuição. “Isso é um absurdo. Esse é o momento para nos manifestarmos contra isso também. Além disso, é importante que todas as Casas Legislativas se posicionem contra esta Reforma.”

Castelo Alemão defende fim do fator previdenciário

O petebista Reynaldo Gregório Junior, o Reynaldinho, classificou como “vergonhosa” a situação do trabalhador que busca sua aposentadoria – após longo período de contribuição –e  recebe o mínimo. Ele pediu para que a Moção seja enviada à bancada do PTB no Congresso a fim de mobilizar os deputados do partido.

Aprovada por unanimidade, inclusive com o voto do presidente da Casa, Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, a Moção será encaminhada à Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara Federal em nome do presidente Carlos Marun (PMDB/MS), à bancada do PTB no Congresso Nacional e aos deputados federais Marcio Alvino (PR), Roberto de Lucena (PV), Celso Russomano (PRB), Francisco Everardo Oliveira Silva (PR), Antônio Carlos Martins Bulhões (PRB), Marco Feliciano (PSC), Paulo Salin Maluf (PP), Paulo Teixeira (PT), Jorge Tadeu Mudalen (DEM), Arnaldo Jardim (PPS) e Carlos Zarattini (PT).

 

 

 

 

 

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Publicado em 27/03/2017