Caroba vai à Sabesp cobrar solução para rede de esgoto do Jardim Real

09maio
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Acompanhado de uma comissão de moradores e do deputado estadual Alencar Santana (PT), o vereador Renato Bispo Caroba (PT) esteve em reunião na sede da Superintendência da Unidade Leste da Sabesp em São Paulo no último dia 4/5 para cobrar informações sobre o andamento das obras de construção do coletor-tronco do Caputera, que permitirá a coleta e o transporte do esgoto da região do Jardim Real e adjacências à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de São Miguel Paulista. Na prática, a finalização da obra possibilitará que a rede instalada no bairro seja ligada e a população tenha acesso definitivo ao esgotamento sanitário.

Caroba e Alencar durante reunião na Superintendência da Sabesp. Foto: Imprensa/CMA

Segundo informou o superintendente da Unidade Leste, Márcio Gonçalves de Oliveira, apesar de a obra ter sido retomada em agosto do ano passado pelo valor de R$ 80 milhões, o prazo de conclusão é de três anos.  “Isso significa que o Real será o último bairro a ser atendido com rede de esgoto considerando o sentido de execução da obra”, pontuou Caroba. O superintendente esclareceu que não “necessariamente”, pois a tubulação pode ser construída de maneira independente em pontos diferentes. Até o momento, 65% do trecho a ser canalizado está pronto.

Ainda assim, o parlamentar solicitou estudos sobre a possibilidade de a Sabesp propor meios de ajudar os moradores do bairro. “Eles sofrem com esgoto correndo a céu aberto pela rua e a poluição do córrego Caputera que corta a localidade”, explicou.

Caroba solicitou providências à Sabesp quanto à falta de rede de esgoto no Jardim Real. Foto: Imprensa/CMA

O deputado Alencar Santana sugeriu a realização de uma audiência pública no Real para esclarecer a população sobre as obras do coletor-tronco. A ideia foi aceita pelo superintendente que se dispôs a levar a equipe técnica a Arujá para detalhar como funciona o sistema de tratamento de esgoto, a partir da instalação de coletores e interceptores.

Arujá tem 72% do esgoto recolhido e tratado, conforme dados da Sabesp. O percentual incluiu bairros como Parque Rodrigo Barreto, que faz parte da Bacia do Baquirivu, e cujo tratamento é feito na ETE de Arujá. O Jardim Real e a área dos condomínios integram a Bacia do Alto Tietê e terão os dejetos levados para São Miguel. Algumas ruas do Mirante – que ainda não contam com rede – integram a Bacia do Jaguary.

“Vamos continuar cobrando, pois esta obra deveria estar pronta em 2016. Tanto que o Estado e a Sabesp tiveram de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, por conta deste atraso. Ocorre que a demora na conclusão dos serviços implica em deixar parte da população de Arujá sem rede de esgoto, causando problemas ambientais e de saúde pública”, afirmou Caroba. “Precisamos exigir que até a conclusão deste serviço, a Sabesp dialogue com os moradores e proponha ações para reduzir o impacto da falta de funcionamento da rede”.

A reunião entre a Sabesp e os moradores deverá ser agendada para os próximos dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Publicado em 09/05/2018

Fotos: Imprensa/CMA