CDHU se compromete a reavaliar valor das prestações de moradias em Arujá

06jul
image_pdfimage_print

Técnicos da área financeira da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) se comprometeram a reavaliar o valor das prestações dos apartamentos e casas do conjunto habitacional construído na região do Jardim Emília, em Arujá. A medida visa adequar o custo mensal do financiamento à renda das famílias.

Reunião discutiu possibilidade de revisão de prestações casas da CDHU em Arujá. Foto: Imprensa/CMA

“Meu marido está fazendo ‘bicos’ e eu trabalhando como faxineira. A nossa renda caiu muito desde quando mudamos mas o valor da prestação continua o mesmo”, explicou a síndica do condomínio 4, Marcela Silva Rodrigues. Ela e outros dois síndicos dos condomínios 2 e 3, respectivamente – Antônio Rolim Gonzaga e Telma Moreira da Silva, conhecida como Mulher do Chapéu –  estiveram em reunião na sede da CDHU em São Paulo na manhã de quinta-feira (5/7) para discutir alternativas para o problema.

O encontro contou com a participação do deputado estadual Alencar Santana (PT), do vereador Renato Bispo Caroba e da equipe da CDHU.

“Nosso objetivo é construir as condições para que as famílias continuem a morar lá sem se tornarem inadimplentes”, explicou Caroba ao ressaltar que, nos últimos dois anos, houve uma considerável queda do poder aquisitivo das famílias. O conjunto do Jardim Emília começou a ser ocupado em 2016.

(da esquerda para a direita) Marcela Silva, Antônio Gonzaga e Telma Moreira representaram os moradores da CDHU. Foto: Imprensa/CMA

“A CDHU tem uma política de revisão da prestação de forma a garantir a compatibilidade com a renda familiar”, garantiu a assessora do Departamento de Atendimento Habitacional Claudia Prieto Contento. No entanto, a diminuição da renda, inicialmente declarada, precisa ser comprovada. “Trabalhamos com dinheiro público e existem regras para esta readequação”, pontuou o superintendente de Finanças, Martin Navarro.

Segundo ele, o objetivo da CDHU é viabilizar meios para que as famílias permaneçam nas moradias.

Para famílias que ganham entre um e três salários mínimos o comprometimento da renda com pagamento de moradia chega a 15% em média. O limite é de até 30% para trabalhadores com ganhos de até dez salários mínimos.

A equipe esclareceu, porém, que este percentual varia ao longo do contrato. “Assim como o subsídio oferecido”, disse Martin. Isso porque a revisão da prestação pode implicar em aumento do valor, caso as famílias tenham tido variação positiva de vencimentos.

Informalidade

Alencar conversa com presidente da CDHU sobre política de redução do valor das prestações para trabalhadores informais. Foto: Imprensa/CMA

“Autônomo desempregado não permite revisão de prestação mensal”, enfatizou o gerente de recuperação de crédito Sérgio Rogério Santana. A informação suscitou debates durante a reunião. “Um profissional autônomo pode ficar sem remuneração, pois ela depende da situação do País e da demanda. Então ele não pode ser punido por ter sua renda reduzida”, afirmou o deputado Alencar Santana.

O parlamentar solicitou à equipe da CDHU e ao presidente da Companhia, Humberto Schmidt que pudessem considerar a situação específica de quem não tem registro em carteira. “Se a autodeclaração da renda foi aceita para a aquisição do imóvel deve ser aceita para a repactuação do financiamento; até porque a situação do trabalho vem mudando e mesmo trabalhadores formais podem ter seu salário reduzido bruscamente em situações de crise”. Schmidt ficou de avaliar a proposta.

“A reunião foi muito positiva e acredito que conseguimos avançar. Agora aguardaremos contato da CDHU para que a situação de cada família seja avaliada, afirmou Caroba.

Também participaram da reunião o líder do Núcleo de Contratos e Operações, João Batista Fortunato, o assessor do Departamento de Atendimento Habitacional, Jorge Muriá e a assessoria do vereador Renato Caroba.

 

 

Câmara Municipal de Arujá

Assessoria de Comunicação

www.camaraaruja.sp.gov.br

imprensa.camaraaruja@gmail.com

imprensa@camaraaruja.sp.gov.br

(11) 4652-7015

Texto: Silmara Helena

Fotos: Imprensa/CMA

Publicado em 06/07/2018