Com gratidão, Arujá se despede do ex-vereador Chico Firmino

22set

Com um profundo sentimento de gratidão, Arujá se despediu do ex-vereador Francisco Rodrigues de Ávila, o Chico Firmino. Figura respeitada na cidade, o parlamentar, morto, na última quarta-feira (21/9), a poucos meses de completar 92 anos, deixou um legado que serve de exemplo aos jovens políticos.

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Olídia e Angelita, esposa e filha de Chico Firmino, em frente ao Salão Nobre que leva o nome do ex-parlamentar

Autoridades, familiares e amigos compareceram ao velório realizado no Salão Nobre da Câmara – espaço que leva seu nome. “Meu pai viu Arujá nascer. Era um homem acessível, que atendia o povo na porta de nossa casa”, lembra a sua única filha Angelita Rodrigues de Ávila de Paula ao contar ainda que, além de ter presenciado o crescimento de Arujá, ele trabalhou na construção da Rodovia Presidente Dutra (BR 116).  “Ele foi caminhoneiro, tropeiro, teve uma chácara de flores, era comerciante.” Para Angelita, a presença constante de pessoas no velório demonstra o reconhecimento pelo seu trabalho.

Após 59 anos de casamento, Olídia Rodrigues de Ávila, de 88 anos, disse que a principal característica de seu marido era a “generosidade”.

Chico Firmino lutava há três meses contra uma anemia. No dia 21/9 ao ser levado pelo Samu ao Hospital Ipiranga de Arujá acabou não resistindo.

“Era vizinho dele desde 1983. Foi um grande político, um exemplo de conduta e nunca cultivou inimizades”, resumiu José Mauro Marinho.

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Marinho, vizinho desde 1993: “era um homem que não cultivou inimizades”

Seu sobrinho, Dorival Rodrigues da Silva, o Vaval falou da alegria de ter sido colega de seu tio durante o exercício do mandato no período de 1993 a 1996. “Era um defensor de Arujá e lutava pelo seu desenvolvimento”, relata ao comentar sobre o conteúdo dos seus discursos em Tribuna.

O sobrenome Firmino, conforme explicou a sobrinha Teresa Rodrigues Silva Souza, é “herança” de pais e avós.

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Castelo Alemão e Dorival, o Vaval, sobrinho de Chico Firmino que foi vereador junto com o tio

“Para mim, ele era uma inspiração”, afirma o vereador Edvaldo de Oliveira Paula (PSC), o Castelo Alemão. “Chico era meu vizinho. Morava na atual Adília Barbosa, antes chamada Estrada Velha Arujá-Bonsucesso. “Tive a honra de conviver com ele e outros três parlamentares do bairro – o Sr. Mirandy Ferreira Magalhães, o Vaval e o Sr. Shigeru Araki”, pontuou.

Gabriel dos Santos (PSD) fez questão de comparecer à despedida. “Chico Firmino era uma pessoa simples, prestativa e que amava Arujá. Nunca se negou a contribuir em momentos importantes da história de nosso município”, garantiu.

Reynaldo Gregório Junior (PTB), o Reynaldinho, acredita que Chico Firmino “deva ter o maior número de afilhados na cidade”. O parlamentar irá propor uma Moção de Pesar, em nome do Legislativo, a fim de lhe prestar uma última homenagem.

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Momento em que o caixão com o corpo de Chico Firmino sai em direção ao Cemitério do Jardim Rincão

“Chico Firmino tinha um profundo conhecimento da cidade e era uma pessoa correta. Fui colega dele em um de seus mandatos”, disse a ex-vereadora Ana Cristina Poli.

Emocionado, Genésio Severino da Silva, ex-presidente da Câmara, afirmou que seu amigo “era conhecedor da história de Arujá e falava com propriedade sobre política”. À época que conduzia a Casa, Genésio contou com o apoio e a colaboração de Chico para construção da sede própria do Legislativo.

Chico Firmino exerceu três mandatos como vereador nos períodos de 1964 a 1998 (2ª Legislatura), quando a função ainda não era remunerada; 1989 a 1992 (7ª Legislatura) e 1993 a 1996 (8ª Legislatura).

Foi enterrado no Cemitério do Jardim Rincão.

 

 

Câmara de Arujá

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Publicado em 21/09/2016

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