Confrontada por vereadores, secretária de Educação reconhece problemas da área

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A Secretaria de Educação apresentou os dados do 3º quadrimestre de 2018 no Salão Nobre Francisco Rodrigues de Ávila da Câmara Municipal em 25/04. Segundo o relatório apresentado, em atendimento à Lei 3.049/2018, a pasta teve despesa de R$ 38.140.868,55 de setembro a dezembro do ano passado, sendo R$ 33.020.624,75 (86,6% do orçamento) de gastos com a folha de pagamento dos servidores.

Quanto à proporcionalidade dos gastos, a gestora da pasta Priscila Sidorco reconheceu que, apesar do alto investimento, problemas como a falta de profissionais ainda são uma realidade. “Temos, sim, um gasto alto com pessoal. Arujá tem um quadro bem estabelecido de profissionais, incluindo estagiários. Os salários são altos e são muitas as progressões, o que gera um impacto. Além disso, a demanda [por vagas na rede] vem crescendo. O cenário é esse: pouca gente, muito custo”, diagnosticou.

Outro tema sobre o qual a secretária foi confrontada foi referente às reformas nas unidades escolares. A pasta gastou R$ 749.656,94 em manutenção no 3º quadrimestre, segundo Sidorco, no entanto, no retorno às aulas deste ano os alunos se depararam com prédios em situação precária, apresentando rachaduras, goteiras e infiltrações. Sidorco defendeu a contratação de uma equipe de manutenção exclusiva para a Educação. Hoje, a pasta conta com apenas um servidor responsável por reparos em todas as unidades. No caso das reformas e manutenções mais complexas, depende de contratação de terceiros cujo processo é gerido por outras pastas do governo.

Os vereadores Edvaldo de Oliveira Paula (PSC), o Castelo alemão, Renato Bispo Caroba (PT), Ana Cristina Poli (PR), Paulo Henrique Maiolino (PSB), o Paulinho Maiolino, Rafael Santos Laranjeira (PSB), além do autor da emenda que obriga a prestação de contas quadrimestral da Educação, Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, alternaram questionamentos à gestora da Educação arujaense.

Dentre as questões abordadas, estava o remanejamento de recursos da Educação para compra de munição – consentido pela secretária – a distribuição dos kits escolares e os valores gastos e as dificuldades orçamentárias devido aos custos com a folha de pagamento.

Os munícipes também aproveitaram a reunião para questionar a Secretária sobre a alteração no horário de atendimento da CMEI Maria José Lopes Esmeraldo – que possivelmente deixará de atender em período integral a partir do ano que vem – e a inércia da Secretaria de Educação em solucionar os problemas de rachadura na CMEI Maria Herbene Patrícia Damasceno, além de criticarem a afirmação de Priscila Sidorco de que parte da responsabilidade pelo déficit de profissionais da área se deve ao absenteísmo dos professores, além da demora na reposição de estagiários.

A vereadora Cristiane Araújo Pedro (PSD), a profª Cris do Barreto, presidente da Comissão de Educação também acompanhou a prestação de contas.


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Publicado em 02/05/2019

Texto: Renan Xavier

Fotos: Imprensa/CMA