Corrupção, estupro e preconceito envergonham o País, diz Dr. Wilson

31maio

Não passaram despercebidos durante sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (30/5) na Câmara de Arujá os fatos que repercutiram nos principais meios de comunicação do País na última semana, entre os quais, o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro.

O assunto foi abordado pelo vereador Wilson Ferreira da Silva (PSB), o Dr. Wilson, durante pronunciamento feito na Tribuna.

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Fabiano Silveira/G1

O parlamentar classificou a violência sexual cometida contra a garota, assim como o pedido de demissão do então Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, flagrado em gravações da Operação Lava Jato, e a atitude de uma senhora branca, também no Rio, que chamou um guarda de “macaco”, dizendo, em seguida, que ele deveria voltar à senzala, como situações reveladoras de nossa barbárie e atraso.

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Dr. Wilson: barbárie e atraso

“Dizer que estamos na Idade da Pedra é ofender quem viveu neste período. Tivemos uma semana tenebrosa, escura, que constrangeu o povo brasileiro e nos envergonhou perante o mundo”, afirmou o parlamentar que classificou como “atrocidade” a violência praticada contra a adolescente. “Revelou uma faceta de desgraça e de opressão da mulher, que precisa ser defendida pela Justiça e amparada pelo Estado.”

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Imagem R7

Dr. Wilson também repudiou o presidente interino Michel Temer ao citar o caso mais recente de envolvimento de servidores do primeiro escalão do governo em casos de corrupção. “O partido que comanda hoje o País é, se não for o mais corrupto da história, o qual sem dúvida, galga esta posição.”

Ele  ainda citou o caso de uma mulher de 58 anos presa no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, por ofender um funcionário negro de uma rede de supermercados. Identificada como *Maria Francisca Alves de Souza ela já tem antecedentes e depois de denunciada pelo gerente Paulo Roberto Gonçalves Navarro foi presa e conduzida ao Complexo Penitenciário de Bangu. “Volte para a senzala” teria sido uma das frases ditas por Maria Francisca após Paulo Roberto se negar a buscar um produto na prateleira enquanto ela aguardava no caixa. “Essas pessoas são primitivas, sem qualificação”,  apontou Dr. Wilson. “É uma semana para a gente esquecer”, finalizou.

 

*Com informações do G1

 

 

Câmara de Arujá

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Publicado em 31/05/2016

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