Familiares, amigos e autoridades se despedem de Benjamin Manoel, o Beijo

04abr
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Político à moda antiga, Benjamin Manoel, primeiro Presidente da Câmara de Arujá, faleceu no último final de semana, prestes a completar 91 anos de idade. Ele faria aniversário nesta segunda-feira (4/4). Prefeito de Arujá por duas gestões, Beijo, como era mais conhecido, atuou de forma decisiva pela emancipação político-administrativa do município. Tido como “briguento”, porém, respeitado, Beijo também foi responsável por obras importantes, entre as quais, a abertura da avenida Antônio Afonso de Lima, a construção do Velório Municipal e a instalação de escolas.

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Gabriel, Gijo, ex-deputado estadual, Raimundo, procurador aprosentado e Justo Osvaldo Rossoni

Beijo foi um dos mais importantes políticos de Arujá. Ao abrir a Afonso de Lima deu nova vida ao centro”, relembra o vereador Gabriel dos Santos (PSD).

Autoridades que estiveram no velório falaram da personalidade e contaram fatos curiosos da vida do político. “Ele foi meu padrinho de casamento. Minha família toda era ‘beijista’”, disse o prefeito Abel José Larini (PR). Foi ele quem revelou a atitude do ex-prefeito diante de uma derrota em um jogo de futebol. “Ele foi lá e tirou a trave.” Quanto à sua gestão, Abel ressaltou o “dinamismo” e a “capacidade de trabalho”.

O assistente jurídico Fábio César Paschoal conviveu desde pequeno com Benjamin. “Meu pai foi motorista dele e depois da família. Beijo foi um fenômeno na política tanto pelo pulso quando pela postura”, elogiou.

O apelido, segundo a família, foi uma herança de um parente – Benjamin Franco – que acabou tornando-o conhecido na política.

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Momento em que caixão com corpo do ex-prefeito Beijo sai da Câmara em direção ao Cemitério Central

“Arujá estava na infância quando foi emancipada e Benjamin pode, como prefeito, organizar a transição de distrito para município”, salientou José Felício Castellano, o Gijo, ex-deputado estadual que junto com o falecido ex-prefeito organizou o Partido Democrático Cristão (PDC) na década de 50. “Foi nesta época que nos conhecemos. Beijo amou de maneira intensa Arujá, integrando a cidade à família”, disse Gijo que atualmente tem 90 anos e trabalha como Assessor Especial da Superintendência do Sesi-SP.

O procurador de Estado aposentado, Raimundo Farias de Oliveira, 89, também compareceu ao velório e comentou sobre a convivência com Benjamin. “Era alegre, espirituoso e logo entrou para nosso rol de amigos. Tanto que estivemos em Arujá prestando solidariedade quando uma grande tempestade caiu sobre a cidade.”

Autor do projeto de Decreto-Legislativo nº 012/2012, que concedeu o Diploma de Honra ao Mérito ao ex-prefeito, o vereador Reynaldo Gregório Junior (PTB), o Reynaldinho, compareceu ao velório e falou sobre o jeito “pitoresco” de Beijo. “Era uma época em que o prefeito era autoridade máxima”, explicou.  Na ocasião em que concedeu o diploma, Reynaldinho justificou a homenagem destacando a postura exigente de Beijo a frente do Executivo e a realização de importantes obras de infraestrutura durante seus mandatos.

Benjamin deixou a esposa Tereza Barbosa Manoel, seis filhos, 14 netos e seis bisnetos. Ele foi sepultado no Cemitério Central, localizado no Jardim Rincão.

O vice-prefeito Luiz Alves (PSDB), conhecido como Luiz Bananeiro, e os ex-prefeitos de Arujá, Antônio Carlos Mendonça, o Toninho da Pamonha, e Genésio Severino da Silva também marcaram presença.

 

Foto principal: Honório Rocha

 

 

 

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Publicado em 04/04/2016