Folha de pagamento da Educação é debatida na Câmara

31ago
image_pdfimage_print

O custo da folha de pagamento dos funcionários da Secretaria de Educação e o impacto das despesas com pessoal no orçamento do Município centralizaram o debate durante a Sessão Ordinária de 29/08 na Câmara de Arujá. Ao menos cinco vereadores se pronunciaram sobre o tema em Tribuna.

Rogério da Padaria (PSD) enfatiza que problemas no orçamento municipal é resultado de políticas populistas

O Presidente da Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social, Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, enfatizou que o orçamento municipal está comprometido, em grande medida, por políticas populistas de revisão salarial do funcionalismo adotadas por gestões anteriores. Segundo ele, além da falta de um planejamento orçamentário, o município alimentou excessivos privilégios para alguns servidores da Educação.

“Temos cinco diretoras escolares na rede que recebem um salário mensal de R$ 15 mil. Ou seja, o contribuinte paga cerca de R$ 1 milhão por ano para manter esse pequeno número de funcionárias que trabalha 20 horas por semana”, criticou o vereador.

Paraíba Car ressalta falta de apoio da rede a crianças com necessidades especiais

Na mesma linha, Edvaldo de Oliveira Paula (PSC), o Castelo Alemão, afirmou que as finanças do município “caminham para o abismo” – um alerta que já havia feito em sessões anteriores. O vereador destaca que, em 2019, Arujá terá de arcar com um gasto extra de R$ 8,3 milhões na folha de pagamento devido à equiparação salarial dos professores. Na ocasião em que o projeto de Lei tramitou na Casa, Castelo foi contrário à sua aprovação – mas foi voto vencido.

O parlamentar ainda acusou uma discrepância dos gastos na Educação com os resultados obtidos pelo município nos indicadores de qualidade do ensino. “Quando é possível ver um bom resultado, houve um investimento; quando não há resultado, houve apenas um gasto. O que temos, hoje, é um gasto que não se reflete em uma Educação de qualidade para o filho do arujaense. E essas crianças terão que carregar essa dificuldade pelo resto da vida escolar”, disparou.

Luiz Fernando destacou trabalho realizado pela Comissão de Educação da Casa

Outro a tecer duras críticas à Educação do município foi o vereador Sebastião Vieira de Lira (PSDC), o Paraíba Car, que descreveu como “inoperante” a administração da pasta ao citar que crianças com necessidades especiais, a exemplo de autistas, estariam sem o auxílio de profissionais nas salas de aula.

Já a vereadora Ana Cristina Poli (PR) disse que é emergencial uma análise, pela Prefeitura, das causas para as recorrentes faltas dos professores da rede municipal. “Essas ausências nas aulas vão ter um reflexo negativo no ensino dos estudantes. São eles que vão sofrer com a defasagem de aprendizado”, destacou.

Ana Poli

Por fim, o vereador Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB) também abordou o tema, destacando o trabalho desenvolvido pela Comissão de Educação, da qual é vice-presidente, nas escolas do município. “Estamos preparando um relatório com os problemas de todas as unidades, além de um laudo fotográfico, e vamos, enquanto Comissão, apresentar possíveis soluções para os problemas”, enfatizou.

Convocação

Ao final da Sessão, atendendo a apelos dos vereadores Rogério da Padaria e Paraíba Car, o Presidente da Câmara, Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, anunciou que a secretária municipal de Educação, Priscila Sidorco, e o prefeito José Luiz Monteiro (MDB) serão convocados pela Câmara para prestar esclarecimentos sobre a questão.

 

 

Câmara Municipal de Arujá

Assessoria de Comunicação

www.camaraaruja.sp.gov.br

imprensa.camaraaruja@gmail.com

imprensa@camaraaruja.sp.gov.br

(11) 4652-7015

Texto: Renan Xavier

Fotos: Imprensa/CMA