Legislativo quer explicações sobre aumento da mortalidade infantil

15set
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Repercutiu mal no Legislativo, como já era esperado, a recente divulgação dos resultados da pesquisa sobre mortalidade infantil feita pela Fundação Seade. De acordo com o Instituto, Arujá registrou em 2016 uma taxa de 15,3 óbitos para cada mil nascidos vivos. O número de mortes de recém-nascidos superou a média estadual – de 10,9 – e colocou a cidade em segundo lugar no ranking dos municípios do Alto Tietê, perdendo apenas para Suzano (15,3).

Paulinho Maiolino preside Comissão de Saúde da Casa

A notícia, veiculada pela mídia local, chegou à Câmara no mesmo dia em que o Plenário votou o veto do prefeito José Luiz Monteiro (PMDB) às emendas feitas pelos vereadores à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018. Uma das que foram rejeitadas destinava R$ 500 mil à instalação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal na Maternidade Municipal Dalila Ferreira Barbosa.

Na justificativa, o Executivo explicou: “A Maternidade conta com o serviço de neonatologia (sic) equipada para manter suporte de vida até a conquista de uma internação em UTI neonatal nos serviços referenciados para o Município”. No texto, a Prefeitura também sugere ser reduzido o número de bebês que precisam ser encaminhados a uma unidade especializada. Dos 1.064 nascidos vivos, de acordo com a administração municipal, 17 casos precisaram de UTI em 2016.

Presidente da Comissão de Saúde, Educação e Assistência Social da Câmara, o vereador Paulo Henrique Maiolino (PSB), o Paulinho Maiolino, afirmou que exigirá explicações da Prefeitura, especialmente, da Secretaria de Saúde.

A medida também foi defendida pelos vereadores Ana Cristina Poli (PR), a Ana Poli, relatora da Comissão, e Renato Bispo Caroba (PT). “A cidade que tem um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da região perdeu apenas para Suzano nos índices de mortalidade infantil”, comparou Caroba. “A UTI é importante, pois nunca sabemos quando um parto poderá apresentar riscos”, apontou Ana Poli ao salientar a necessidade de a cidade investir neste serviço especializado.

Em 2015, Arujá  havia registrado 7,5 óbitos a cada mil nascidos vivos – a menor taxa desde 2008. Um ano depois, a pesquisa do Seade revela o contrário: o maior índice dos últimos oito anos e o dobro de mortes em apenas 12 meses.

Para a administração municipal, os motivos do aumento considerável da taxa está relacionado a fatores diversos, entre os quais, o grande número de casos de recém-nascidos com baixo peso e deficiências no atendimento pré-natal na rede particular.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) é um dos principais indicadores das ações na área de saúde pública e, por meio dela, é possível refletir e avaliar não apenas a saúde infantil, mas as condições de vida da população.

 

 

 

 

 

 

 

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Publicado em 15/09/2017

Fotos: Imprensa/CMA