Na Tribuna Livre, cidadã cobra mais transparência em relatórios de prestação de contas da Secretaria de Saúde

09nov
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Ao utilizar a Tribuna Livre da Câmara de Arujá durante Sessão Ordinária de 31/10, a fisioterapeuta Denise Mathias cobrou mais clareza e transparência da Secretaria Municipal de Saúde na apresentação dos dados de atendimento. A munícipe analisou os relatórios de prestação de contas referentes ao ano de 2017 e apontou uma série de falhas que, segundo ela, dificultam uma avaliação mais qualitativa do serviço prestado.

Um dos exemplos citados foi o das estatísticas de faltas de usuários a consultas e exames agendados. No 3º quadrimestre de 2017, a Secretaria marcou 352 consultas com oftalmologistas, mas foram feitos apenas 218 atendimentos. O índice de ausência atingiu 38,1%. O índice de não comparecimento às sessões de fisioterapia foi de 16% do total de 2044 agendamentos realizados.

Para Denise, seria necessário que a Secretaria expusesse os motivos das ausências. “O que justifica não ir a uma consulta, que é tão difícil de ser marcada? Por que o relatório não mostra isso?”, questionou.

Sessão do dia 31/10 teve Tribuna Livre; munícipe fez análise do relatório de prestação de contas da saúde. Foto: Imprensa/CMA

Em relação aos dados da Ouvidoria SUS, a profissional de saúde apontou o mesmo problema. O serviço registrou 144 atendimentos nos últimos quatro meses do ano passado. Desse total, 81 foram reclamações. “Qual o conteúdo delas? Poderia deduzir. No entanto, a Secretaria deveria detalhar”, sugeriu.

Denise ainda destacou as informações relativas ao Desfecho da Visita Familiar. Ao final de 2017, a Secretaria afirmou ter feito 88.877 visitas. No entanto, em 32.240 residências foram registradas ausências e 498 famílias se recusaram a receber a equipe. “Tem uma população residente em Arujá, que não está sendo atendida pelo serviço de saúde. Se a visita é feita em horário comercial há um equívoco na realização do trabalho e um desperdício de recurso público”, avaliou ao complementar: “E por que essas pessoas se recusaram?”.

Notificações

Outro dado considerado preocupante e ressaltado pela munícipe em sua explanação foi o relacionado aos índices de violência doméstica e sexual. As agressões – cujo registro é obrigatório pelo Ministério da Saúde – estão entre as três ocorrências com maior número de notificações inserida no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Em todo o ano de 2017, foram registradas 288 ocorrências. As outras duas são de Atendimento a Antirrábica Humana (332) e Dengue (197).

Com base em parâmetros preconizados pelo Ministério da Saúde, Denise levantou dúvidas sobre a relação atendimento x demanda. Em sua avaliação, a cidade teria de ampliar o número de serviços prestados para alcançar às exigências do Sistema Único de Saúde (SUS).

Tribuna Livre

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Texto: Silmara Helena

Fotos: Imprensa/CMA

09/11/2018