O desolador quadro da Educação arujaense (Parte 3: Emília, Leika e Primavera)

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Sanitários da Emeia XV no Jardim Emília não possuem acessibilidade. Foto: Imprensa/CMA

Escolas municipais da região do Jardim Leika, Primavera e Emília também padecem de problemas estruturais como outras já vistoriadas pela Comissão Permanente de Educação da Câmara de Arujá. Os vereadores Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, e Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB), Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, estiveram nas unidades no último dia 9/8 e puderam constatar a grave situação de alguns prédios. Infiltrações, falta de acessibilidade, inexistência de salas para professores e até alagamentos foram relatados por servidores durante a fiscalização.

Emeia XV Jardim Emília

A unidade atende 145 alunos com idade entre quatro e cinco anos em período parcial. O prédio, relativamente conservado, recebeu pintura há dois anos. Porém, não possui sala de professores e nem acessibilidade nos sanitários. Apesar de todas as salas de aula contarem com um aparelho de TV, na escola de educação infantil não há brinquedoteca. Em conversa com os vereadores, a diretora Maria Lúcia Conceição Magalhães demonstrou preocupação com uma fossa desativada localizada nas proximidades da área de serviço. Segundo ela, na Emeia XV o quadro de pessoal está completo.

Cecília Caraça – Jardim Leika

Sala improvisada na biblioteca na escola Cecília Caraça. Foto: Imprensa/CMA

A Escola Municipal Cecília Caraça Mineiro Coutinho, localizada no Jardim Leika, é a que se encontra em situação mais crítica entre as escolas da região. Há infiltrações na despensa e no pátio, por conta de telhas quebradas, os toldos estão rasgados, não há sanitários no setor onde estão as salas de aula e em período chuvoso a unidade alaga. Sem sistema de drenagem, a água ainda invade a quadra, inviabilizando seu uso, e o estacionamento. Também há goteiras na Secretaria onde um balde fica estrategicamente posicionado. A Cecília Caraça sofreu de forma direta o brusco aumento populacional – e de demanda – causados pela construção e ocupação dos apartamentos da CDHU no Jardim Emília. Para acomodar os alunos, optou-se por improvisar uma sala de aula no espaço onde deveria funcionar a biblioteca. Apesar de contar com laboratório de ciência, o local é utilizado para depósito. Atualmente, 440 alunos com idade entre seis e dez anos frequentam a escola. A visita foi acompanhada pela secretária de escola, Karina Fernanda dos Santos Bittencourt.

Na Escola Seiji há perspectiva de construção de mais salas para ampliação do número de vagas na educação infantil. Foto: Imprensa/CMA

CMEI Seiji Shigmatsu – Sítio dos Fernandes

A escola localizada no Sítio dos Fernandes tem previsão de ser ampliada com a construção de mais quatro salas de aula para atendimento em períodos integral e parcial. A obra, no entanto, não foi iniciada. Se concluída permitirá a matrícula de mais 60 alunos. Hoje, a unidade atende 106 crianças entre 12 meses e três anos e 11 meses. Segundo a diretora Nilda dos Santos Pereira da Silva, dos quatro ventiladores existentes, dois não funcionam. Na cozinha não há coifa e no verão os funcionários enfrentam o calor e a alta temperatura, que pode chegar a 50 graus. A despensa não é integrada à cozinha, obrigando as merendeiras a sair do local para repor os alimentos. O balcão utilizado para servir as refeições não é adaptado à altura das crianças. Faltam, pelo menos, quatro estagiários no quadro de pessoal.

CMEIA – Recanto Primavera

Goteiras no pátio é um dos problemas apontados pelo diretor na escola do Recanto Primavera. Foto: Imprensa/CMA

Na Cmeia do Recanto Primavera, o diretor Eduardo Oliveira Carvalho chamou a atenção para a situação do telhado do pátio da escola. Ele apontou a necessidade de reforma – devido a infiltrações – e revelou que em alguns casos a chuva molha as mesas, impedindo que as refeições sejam servidas às crianças ou que elas permaneçam no local durante o intervalo das aulas. Também há déficit de funcionários. Com 187 alunos, a unidade não possui coordenador pedagógico, nem vice-diretor (a). Há apenas um agente de apoio e um funcionário da frente de trabalho. A unidade não conta com sala de leitura e a cozinha funciona sem coifa. Segundo ele, a caixa d’água foi lavada, mas sem que houvesse o seu esvaziamento. Uma lixeira começou a ser construída, no entanto, não foi terminada, apesar dos pedidos feitos à Secretaria de Educação para retorno do funcionário responsável pelo serviço.

Ideb

Mesmo com todos os problemas identificados pelos vereadores nas escolas de Arujá, a cidade superou a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2017, alcançando os índices estipulados para 2019. O resultado foi divulgado na primeira semana de setembro deste ano.

 

 

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Texto: Silmara Helena

Fotos: Imprensa/CMA

06/09/2018