O desolador quadro da Educação arujaense (Parte 4: Jacarandás, São Bento, Jardim Via Dutra/Jordanópolis/Jardim Rincão)

18set
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A Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social da Câmara Municipal registrou, em mais uma série vistorias, os graves problemas estruturais existentes nas escolas municipais de Arujá. Desta vez, os vereadores Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, e Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB), Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, estiveram nas unidades dos bairros Jardim São Bento, Jardim Via Dutra, Jordanópolis, Jardim Rincão e Jacarandás.

Centro Municipal de Educação Infantil – Jardim São Bento

Infiltração em sala de aula da escola São Bento. Foto: Imprensa/CMA

Há mais de dois anos, os funcionários do Centro Municipal de Educação Infantil do Jardim São Bento aguardam a instalação de ventiladores na Secretaria. O único existente foi comprado pela diretora. No local, o piso está afundado. “No verão, o calor é insuportável”, afirma o secretário de escola, Paulo Edson da Cruz Souza. Nas salas de aula há infiltrações e também chove na cozinha. Desde julho de 2016, uma obra de ampliação da unidade – iniciada pela Secretaria de Educação – não tem continuidade. O objetivo era construir uma brinquedoteca e uma copa para os funcionários. “Eles vêm dois dias e depois abandonam a reforma”, relata Souza. Na sala 17, há risco de curto-circuito por conta das infiltrações de água. As merendeiras não conseguem seguir o cardápio planejado para a semana. “Sempre falta algum ingrediente do dia”, relatam. Ainda existe a necessidade de troca imediata do telhado do pátio. Uma sala do Maternal, que funcionava em período integral, foi fechada causando protesto das mães; o atendimento a alunos com deficiência está suspenso, pois a escola não conta com professor especializado. Não há quadra poliesportiva. Colocaram grade na escola, mas não instalaram vidros. A unidade também não possui coordenador pedagógico fixo.

Escola Municipal Maria Perez – Jardim Via Dutra 

Telhado em situação precária na escola da Via Dutra. Foto: Imprensa/CMA

A Escola Municipal Maria Aparecida Restivo Perez, localizada no Jardim Via Dutra, passou pela última reforma há 18 anos. Quando chove e parte do trajeto feito pelas crianças do pátio à sala de aula é inundado elas precisam ser carregadas no colo. Parte do telhado está caindo. “São os pais que ajudam a manter a escola”, admite a diretora Cristina Midori diante da inércia da administração municipal. A unidade, que atende 137 alunos do Jardim ao 5º ano do ensino fundamental, não tem quadra poliesportiva própria, nem banheiro com acessibilidade ou em quantidade suficiente para atender todos os alunos, cenário que torna as filas pelo uso dos banheiros constantes. Para funcionários há apenas um sanitário, que é compartilhado entre homens e mulheres. Na cozinha, há vazamentos no freezer e na geladeira. Todos os problemas, segundo Cristina, são de conhecimento da Secretaria de Educação.

Emeia XI – Jordanópolis

Na Escola Municipal de Educação Infantil do bairro Jordanópolis, a secretária Alessandra de Lima Silva indicou pontos de infiltração no pátio, cozinha, refeitório e salas de aula. A unidade também não tem banheiro com acessibilidade. Falta compartimento para o gás e a substituição do quadro de luz é necessária. Apesar de ser uma escola de educação infantil, atualmente, a Emeia XI atende alunos do 1º ano do ensino fundamental, pois a Escola Municipal Júlia Mitiê não consegue dar conta da demanda.

Maçaneta segura com barbante na escola Marisa Pendeza. Foto: Imprensa/CMA

EM Marisa Pendeza – Jardim Fazenda Rincão

A diretora Juliana Paula dos Santos Barbosa relatou à Comissão Municipal de Educação as dificuldades vivenciadas na Escola Municipal Marisa Aparecida Pendeza, no Jardim Fazenda Rincão. A escola tem rachaduras em paredes e, segundo a educadora, o telhado está cedendo. Há maçanetas amarradas com barbante. A rede de esgoto da escola não está ligada à rede da rua, mantida pela Sabesp. Aliás, os vereadores se comprometeram a encaminhar ofício à Secretaria de Educação solicitando providências imediatas a fim de viabilizar este serviço. Outro problema é a quadra poliesportiva. O telhado, da forma como foi construído, não serve para proteger os alunos das intempéries; além disso, o refletor está caindo, representando um risco a quem utiliza o local. Por conta disso, a diretora suspendeu o uso do espaço pela comunidade temendo a ocorrência de algum acidente. A unidade atende 280 alunos do Jardim ao 5º ano do ensino fundamental.

Apesar do terreno, escola não tem quadra poliesportiva. Foto: Imprensa/CMA

A Escola Municipal Julia Mitiê Mine utiliza prédio cedido pelo governo estadual e divide espaço com a Escola Estadual República Dominicana. Devido a esta situação, os vereadores não fizeram a tradicional vistoria ao local, considerando que quaisquer problemas estruturais não caberiam à Prefeitura de Arujá resolver.

Escola Abílio André – Jacarandás

Com 88 alunos, a Escola Abílio Pinheiro André espera, há 12 anos, pela construção de uma quadra poliesportiva. Além dessa demanda específica, a unidade não tem muitos problemas em sua estrutura física segundo a inspetora de alunos Rita de Cássia Corrêa. “O telhado do pátio foi trocado”, informou. Não há sinais de infiltrações ou rachaduras. Em uma sala de aula, no entanto, o ventilador não está funcionando. Em relação ao atendimento, ela explicou que alunos de idades e séries diferentes frequentam a mesma sala. Hoje, a unidade tem duas salas disponíveis. A Abílio atende estudantes do Jardim ao quinto ano do ensino fundamental.

 

 

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Texto: Silmara Helena

Fotos: Imprensa/CMA

17/09/2018