Por despejo de esgoto em rios e córregos, Castelo Alemão critica atuação da Sabesp em Arujá

24nov
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O vereador Edvaldo de Oliveira Paula (PTB), o Castelo Alemão, aproveitou a repercussão do desastre ambiental na cidade mineira de Mariana, que teve parte de seu território e de seus rios cobertos de lama devido ao rompimento de uma represa, para criticar a atuação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em Arujá e o descaso com que são tratados os rios e córregos da cidade.

“A tragédia em Mariana é sem precedentes, mas aqui também vivemos uma tragédia vendo os nossos rios e córregos poluídos pelo despejo diário de esgoto”, disse o parlamentar em pronunciamento feito na sessão ordinária de 16/11.

Segundo Castelo Alemão há alguns anos o rio Jaguari, na região do Parque Rodrigo Barreto, por exemplo, era limpo e tinha peixes; hoje, só tem sujeira e mau cheiro. “O esgoto é coletado, as pessoas pagam, mas os detritos continuam sendo despejados nos córregos. Isso é inaceitável em uma cidade que ostenta o título de Cidade Natureza”, protestou o petebista ao chamar a atenção para a situação crítica do rio Baquirivu, que nasce próximo à entrada de Arujá. “Cadê o tratamento do esgoto? Isso é responsabilidade da Sabesp”, apontou.

No ano passado, o vereador visitou várias nascentes de córregos e rios da cidade e propôs à Prefeitura a criação e execução de um programa de recuperação e preservação dos cursos d’água existentes do município.

Custos

Para 2016, a Prefeitura de Arujá deverá pagar cerca de R$ 1,615 milhão à Sabesp pelos serviços prestados nos setores de abastecimento e saneamento básico. O valor, que deverá constar do orçamento público municipal do próximo ano, foi encaminhado para conhecimento do Legislativo, por meio de ofício.

No documento, o superintendente da Unidade de Negócio Leste, Márcio Gonçalves de Oliveira, informa que de janeiro a agosto de 2015, as despesas de Arujá com a Sabesp, administrada pelo governo estadual, alcançaram o montante de R$ 944 mil ou R$ 118.108,25 por mês. Para 2016, o valor mensal chegará a R$ 134,6 mil – ou 14% maior que o atual se mantida a média até o final deste ano. O estoque da dívida em aberto até 31/08/2015, de acordo com o ofício, é de R$ 1,753 milhão.

Veja a íntegra do pronunciamento do vereador:

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Publicada em 24/11/2015