Prefeito quer tirar dinheiro da educação infantil para comprar munição, critica Caroba

25abr
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Escolas e creches deterioradas por goteiras, infiltrações severas e rachaduras; rodízio de crianças que alternam os dias de ida à creche por falta de professores, e uma justificativa recorrente do governo municipal: a falta de recursos da pasta. No entanto, o prefeito José Luiz Monteiro (MDB) encaminhou à Câmara Municipal o projeto de Lei nº 187/2019 que visa remanejar R$ 30 mil em verbas da educação infantil para armar a Guarda Civil Municipal (GCM).

“Como se tira dinheiro da educação para se investir em armas?” indagou o vereador Renato Bispo Caroba (PT). “Precisamos de mais livros, não de mais armas”. Segundo o parlamentar, mesmo diante de diversos problemas da área, é recorrente a justificativa do governo de que falta verba à pasta. “Na verdade, o que falta a esse governo são prioridades”.

O PL 187/2019 dispõe sobre abertura de crédito por anulação parcial de dotação da educação e tramita na Câmara Municipal sob a justificativa do prefeito José Luiz Monteiro (MDB) de que o crédito de R$ 30 mil “se faz necessário para aquisição de munição para uso nas armas da Guarda Municipal”.

“Nessa semana acompanhei a realidade de cada uma das unidades. Não é segredo para ninguém que a situação das escolas vai de mal a pior”, disse Caroba.

Ele ainda salientou a tentativa frustrada do Executivo em promover a gestão compartilhada das creches municipais no início do ano – à qual ele se opõe. Por erros da equipe do prefeito, o processo foi anulado após apontamentos da Justiça.

Os vereadores Paulo Henrique Maiolino (PSB), o Paulinho Maiolino, Ana Cristina Poli (PR), e Rogério Gonçalves Pereira (PSD), Rogério da Padaria também criticaram a iniciativa do Executivo.

“É lamentável. Poderia tirar esses recursos de outras pastas, têm algumas que são inoperantes no nosso município”, disse Maiolino. O vereador do PSB ainda afirmou que um grupo de mães do Emeia 1, no Centro, estão fazendo uma “vaquinha” para comprar telhas para a escola. “Vou sugerir à secretária de Educação que vá recepcionar as crianças”.

“É muito séria essa informação”, ponderou Ana Poli, que na condição de relatora da Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social disse que irá se reunir aos demais membros para apurar os fatos e, eventualmente, cobrar esclarecimentos da secretária Priscila Sidorco.

“Nada contra comprar projéteis para a GCM, mas tirar da Educação? Isso é muito complicado”, avaliou Rogério da Padaria.



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Publicado em 25/04/2019

Texto: Renan Xavier

Fotos: Imprensa/CMA