Reflorestamento de área do Fórum depende de aprovação de projeto, diz secretário

23out

Convocado pelo vereador Renato Bispo Caroba (PT) a prestar esclarecimentos sobre a execução do plano de  reflorestamento da área próxima ao Fórum de Arujá, o secretário de Obras e Meio Ambiente, Juvenal Penteado, afirmou que o início dos trabalhos depende de aprovação do projeto junto à Coordenadoria de Fiscalização Ambiental (CFA), órgão ligado à Polícia Ambiental Florestal.

“O projeto passou por correções, inclusive, com aumento da área de replantio das espécies. Consultei o Conselho Municipal de Meio Ambiente e, por precaução, decidimos, em conjunto, aguardar a aprovação de nossa proposta para depois fazermos a recuperação da área”, explicou.

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Vereadores durante reunião com secretários

A reunião contou com as presenças do secretário de Planejamento Flávio de Senço, e dos vereadores Caroba e Gabriel dos Santos, líder do Governo na Casa.

Há dois meses na pasta, Juvenal afirmou que a Secretaria continua levantando informações para encaminhar à Promotoria. Um inquérito civil foi aberto para apurar as responsabilidades em relação à retirada de árvores do local.

O corte de árvores na região do Fórum foi feito em maio deste ano. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, provocou duras críticas à Prefeitura.  Além da falta de diálogo com organizações ambientais da cidade e com membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente, foram identificados problemas na contratação da empresa responsável pela retirada das espécies. Na ocasião, ambientalistas também divergiram da Prefeitura sobre o número de árvores cortadas. A autorização, segundo a administração municipal, era para suprimir 13 eucaliptos mas, segundo especialistas, o corte atingiu 63 árvores, inclusive, espécies nativas.

Dois secretários já compareceram à Câmara para falar sobre o assunto: José Abílio Gouveia Teixeira, que autorizou o corte, e Ciro Dói, secretário municipal de Serviços, apontado como responsável pela contratação da empresa executora do serviço. José Abílio, que deixou a pasta, negou em reunião com vereadores ter cometido crime ambiental e afirmou desconhecer os termos do acordo que levou a contratação de uma empresa de Santa Isabel para realizar a retirada das espécies. Ciro Dói também foi veemente ao dizer no Legislativo não ter responsabilidade alguma sobre o corte de árvores.

Renato Caroba solicitou o envio de cópias do projeto de reflorestamento e do processo administrativo aberto na Prefeitura. O secretário Juvenal  ficou de encaminhar os documentos para análise do parlamentar.

 

 

 

 

 

 

 

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Publicada em 23/10/2015

 

 

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