Retorno conturbado às aulas expõe falta de manutenção em escolas e gera críticas de vereadores ao governo

As fortes chuvas das últimas semanas expuseram um problema crônico nas unidades escolares de Arujá: a infraestrutura precária e a ausência de manutenção. A situação provocou uma enxurrada de críticas dos vereadores ao Poder Executivo já na 1ª Sessão Ordinária do ano, ocorrida na última quarta-feira (06/02). Os parlamentares acusam a Secretaria de Educação de falta de empenho para resolução de problemas estruturais, o que teria levado à situação de caos em algumas unidades que chegaram a ter salas interditadas devido a goteiras e infiltrações.

“É
uma incompetência muito grande. Não tenho outra palavra”, desabafou o vereador
Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB) durante pronunciamento na Tribuna da
Casa. O parlamentar, que integrou a Comissão de Educação, Saúde e Assistência
Social em 2018, realizou vistorias em todas as unidades escolares para
verificar a necessidade de manutenção, reparos ou amplas reformas. A ação
fiscalizatória resultou em um relatório escrito e fotográfico entregue ao
Ministério Público em outubro do ano passado. “Esperava que durante o recesso
as escolas passassem pelas reformas, o que não ocorreu”, lamentou. O vereador
ainda apresentou e teve aprovado requerimento (nº 1726/18) no qual solicita
informações sobre quais providências estão sendo tomadas pela Prefeitura para
viabilizar os reparos.

“A
secretária de Educação Priscila Sidorco deveria incluir um guarda-chuva no kit
escolar. Seria muito mais útil para as crianças”, ironizou Rogério Gonçalves Pereira
(PSD), o Rogério da Padaria, que, até o ano passado, também integrava a
Comissão de Educação. Ele não poupou nem o Ministério Público, classificando o
órgão de “omisso”, devido à falta de ações objetivas adotadas após a
apresentação do relatório.

O
vereador Edimar do Rosário (PRB), o Pastor
Edimar de Jesus
, prometeu intensificar as fiscalizações sobre a infraestrutura
das escolas neste ano. “Recebi uma série de reclamações de munícipes por
aplicativo de mensagem. Eles relatam que está chovendo mais dentro do que fora em
algumas unidades, além de relatarem a proliferação de ratos”, afirmou o
parlamentar, que promete apurar as informações.

Irritada,
a vereadora Ana Cristina Poli (PR) pediu mais respeito da administração pública
municipal com a população. “Caminharemos para o caos caso a Prefeitura não tome
as providências necessárias”, disse. “É lamentável termos chegado a esse ponto
e começar o ano com processo de gestão [gestão compartilhada das creches] cancelado,
fazendo nova atribuição e a Comissão de Educação respondendo novamente ao MP”.

Para
o vereador Paulo Henrique Maiolino (PSB), o Paulinho Maiolino, “os pais não
merecem passar por essa humilhação”, destacou ao comentar o fato de os alunos terem
sido dispensadas devido à falta de condições da Hermínia Araki. “A principal
responsabilidade é do prefeito e da Secretaria [de Educação]. Também temos
nossa parte de responsabilidade, mas nós, vereadores, não executamos. A gente
pede, solicita e reivindica, no entanto, quem executa a reforma é a
Prefeitura”, salientou.

Para
Rafael Santos Laranjeira (PSB) é necessário um debate profundo sobre a
Educação. “Não é a primeira vez que falamos de manutenção, falta de
professores. É preciso fazer um trabalho conjunto – pais, professores,
vereadores, Prefeitura. Sentarmos e resolvermos de uma vez”, sugeriu.

Segundo
informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, somente na Escola
Municipal Hermínia Araki houve dispensa dos alunos na terça-feira (5/1),
primeiro dia de aula. Depois,
em comum acordo da direção com os pais e responsáveis, os alunos foram
acomodados provisoriamente em outras salas. A medida foi adotada em todas as
unidades, não havendo adiamento de retorno às aulas.

Contraponto

Presidente
da Comissão de Educação em 2019, a professora Cristiane Araújo Pedro (PSD), a Profª Cris do Barreto, informou que o
prefeito José Luiz Monteiro (MDB) pretende montar uma equipe de manutenção exclusiva
para atender a Secretaria de Educação. Segundo ela, há dificuldade de a pasta
conseguir viabilizar os serviços devido à “burocracia”. “Como não tem equipe
própria, a Educação pede para Serviços, que por sua vez solicita a Obras. Consegui
uma relação de serviços solicitados pela Educação à Secretaria de Obras de
março do ano passado e que até agora nada foi executado”, revelou.

A Prefeitura confirmou que as principais dificuldades neste início de ano foram identificadas nas escolas e creches Hermínia Araki e Noeli Simone da Silva, no Parque Rodrigo Barreto; Isabela Pavani Castilho Cruz, no Copaco; Maria Herbene Patrícia Damasceno, na Chácara São José, e Márcia Poli, no Mirante e que providências serão tomadas para viabilizar o trabalho de manutenção.

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Publicado em 08/02/2019

Texto: Silmara Helena

Fotos: Imprensa/CMA