Secretaria de Saúde reconhece preocupação quanto a vacina em falta na rede

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Em audiência de prestação de contas do 2º quadrimestre na Câmara, na última sexta-feira (27/09), a Secretaria de Saúde de Arujá reconheceu, em resposta a questionamento do vereador Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, estar preocupada quanto ao desabastecimento da vacina pentavalente na rede municipal. O problema, conforme explicaram os técnicos da pasta comandada por Carmen Pellegrino, ocorre em todo o país desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a importação dos medicamentos após reprovação em testes de qualidade.


A vacina pentavalente protege o paciente contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, a bactéria haemophilus influenza tipo B (responsável por infecções no nariz e na garganta) e hepatite B. As crianças devem tomar três doses da vacina aos 2, 4 e 6 meses de idade, no entanto, a idade limite para a imunização é de até 4 anos 11 meses e 29 dias, segundo a coordenadora de DST/AIDS de Arujá, Mirian Tereza Miletti, para a qual é “impossível o Ministério da Saúde não ter uma posição dentro do prazo limite estabelecido no calendário para vacinar as crianças”.

No entanto, Mirian reconhece estar preocupada com o cenário. “Nunca em minha vida profissional vivenciei uma situação como essa, de falta de uma vacina tão importante”. Segundo ela, o último comunicado do Ministério da Saúde deu a previsão de que o município receba novas doses da vacina apenas na segunda quinzena de outubro. “A última vez que recebemos doses da pentavalente foi no início de agosto. Pelo nosso monitoramento, temos crianças de três meses não imunizadas. Há um risco? Sim, há um risco e nos preocupamos diariamente com isso”, reconheceu a coordenadora.

Absenteísmo
Com o objetivo de reduzir o alto índice de faltas nas consultas médicas agendadas, a Secretaria de Saúde criou um projeto piloto de confirmação de presença dos pacientes nos exames na Unidade Básica de Saúde do Parque Rodrigo Barreto. A iniciativa consiste no envio de mensagens ao munícipe via WhatsApp com 48 horas de antecedência. O anúncio da medida foi feito pela secretária Carmen Pellegrino durante a audiência de prestação de contas.

Conforme apresentado, 33,7% das consultas e 24,8% dos exames programados entre maio e agosto deixaram de ser realizados porque o paciente não compareceu. O mesmo vale para o serviço de oftalmologia oferecido na Santa Casa de Santa Isabel, com 26% de ausência.

Caps AD
Indagada pela vereadora Ana Cristina Poli (PL), a secretária de Saúde informou que está em andamento o processo de elaboração do projeto de construção do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). A secretária ponderou que a questão não é fácil. “Temos de pensar que sendo pacientes diferenciados eles não podem ficar em ambientes muito fechados; então já remodelados o projeto de acordo com as normas da vigilância e da portaria do Ministério da Saúde”, justificou.

Números da área
De maio a agosto foram investidos R$ 12.770.996,63 na Saúde. Nos postos de saúde ocorreram 26.962 atendimentos médicos e 23.486 atendimentos de enfermagem. No Centro de Especialidades Médicas, inaugurado em abril, o número passou de 8 mil atendimentos médicos. O PA Central registrou 48.504 atendimentos de clínica geral, ortopedia e pediatria, no período. Na unidade do Barreto, foram 19.708 consultas com clínico e 6.289 com pediatra, totalizando 25.997 atendimentos. Já na Maternidade, ocorreram 293 partos, sendo 272 de mulheres arujaenses, além de 7.123 exames.

Ainda participaram da audiência os vereadores Rafael Santos Laranjeira (PSB), Edimar do Rosário (Republicanos), o Pastor Edimar de Jesus, e Renato Bispo Caroba (PT).