Contratação de especialistas e orçamento apertado são desafios para Saúde, diz secretário

A Câmara de Arujá realizou durante o mês de fevereiro uma série de reuniões com secretários municipais com o objetivo de conhecer os planos de investimento de cada pasta para 2017. A primeira ocorreu em 20/2 com o secretário de Saúde, Messias Covre. A partir de hoje (24/3), apresentaremos um balanço de cada encontro feito entre os gestores e o Legislativos e quais planos/dificuldades e desafios foram apresentados. As matérias seguirão a ordem cronológica.

Melhorar o atendimento na área da saúde se tornou um dos maiores desafios em Arujá. Isso porque são recorrentes as reclamações sobre falta de médicos especialistas, demora no agendamento de consultas, mal atendimento e dificuldades de transporte de pacientes.

Messias Cobre durante reunião na Câmara. Foto: Imprensa/CMA

Uma das prioridades é contratação de especialistas, diz secretário

Recentemente, os vereadores formaram uma Comissão para acompanhar a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Pilar – paralisada por problemas administrativos. Obras importantes como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Parque Rodrigo Barreto ainda não tem data para ser entregue.

Diante dos parlamentares, o secretário de Saúde, Messias Covre, que assumiu na gestão do prefeito José Luiz Monteiro (PMDB), admitiu uma série de dificuldades. “A nossa folha de pagamento consome 57% do orçamento e não conseguimos contratar ginecologistas por meio de processo seletivo. O Tribunal de Contas não aceitou. Só a Maternidade custa R$ 1 milhão por mês”, explicou.

O quadro crítico apresentado desanimou os parlamentares – alvos preferenciais da população quando o assunto é problemas na saúde. “É preciso ter especialistas na cidade”, disse Rafael Santos Laranjeira (PSB), o Rafael Laranjeira. Edval Barbosa Paz (PSDB), o Profº Edval, defendeu o trabalho preventivo.

Orçamento é um dos desafios da Secretaria

Covre disse que suas prioridades para este ano são duas: reorganizar o Centro de Especialidades – ele estuda mudar inclusive a localização do equipamento – e viabilizar a nova concorrência pública para escolha da organização social que ficará responsável pela gestão da Maternidade e do Pronto Atendimento (PA).

“Nossa meta é transferir o Centro de Especialidades para a área central e ampliar o número de médicos”, revelou o secretário. Ele também afirmou que o maior problema no setor é a “limitação dos recursos orçamentários”; “ainda não há definição para resolver a questão da UTI Neonatal na Maternidade” e “o mal atendimento na rede é uma de suas preocupações.”

O vereador Edimar do Rosário (PRB), o Pastor Edimar de Jesus, o questionou sobre o controle feito pela secretaria na dispensação de medicamentos e chamou a atenção para a necessidade de “otimizar os recursos existentes, pois há muitas demandas.”

A cidade tem déficit de profissionais na área de ginecologia – que junto à Pediatria e à Clínica Geral integram a Atenção Básica – e nas especialidades de oftalmologia e cardiologia. “Há consultas sendo marcadas para setembro de 2017”, reconheceu Covre.

O orçamento da Secretaria de Saúde previsto para 2017 é de R$ 61,2 milhões. Vereadores se comprometeram a entrar em contato com deputados federais e estaduais solicitando apoio por meio da liberação de emendas.

Além dos vereadores já citados, também participaram da reunião: Ana Cristina Poli (PR), a Ana Poli; Marcelo José de Oliveira (PRB), o Dr. Marcelo Oliveira, Cristiane Araújo Pedro (PSD), a Cris do Barreto, Gabriel dos Santos (PSD), Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, e o presidente da Casa, Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho.

Da Secretaria de Saúde acompanharam o secretário, a diretora de Departamento, Lívia Pereira, e a responsável pelo Departamento de Recursos Humanos, Carmen Araújo Pellegrino.

 

 

 

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Publicado em 24/03/2017

 

 

 

 

 

 

 




Saúde suspende temporariamente centralização da dispensação de medicamentos

Após reunião com os vereadores na Câmara de Arujá, realizada na última sexta-feira (10/3), a Secretaria de Saúde decidiu suspender temporariamente o processo de centralização da dispensação de medicamentos receitados a usuários da rede pública municipal.

Secretário decidiu suspender temporariamente a medida após reunião na Câmara

A medida, anunciada inicialmente por meio de ofício, seria implementada a partir de 1º de abril, e implicaria na suspensão do funcionamento das farmácias nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros Nova Arujá, Jardim Rincão, Jardim Real e Jardim Emília.

Segundo o secretário Messias Covre, a Prefeitura não tem condições financeiras de atender a exigência do Conselho Regional de Farmácia e manter um profissional em cada unidade onde haja distribuição de medicamentos. “A administração municipal está sendo reiteradamente multada devido à falta de farmacêutico nas unidades”, afirmou.  Atualmente, Arujá conta com quatro farmacêuticos, mas teria necessidade de 14 devido ao número de UBS’s e à recente redução da carga horária da categoria que passou de 40 para 30 horas/semanais. “A centralização resolveria este problema e cessaria de imediato o pagamento das multas”. A proposta ainda precisa ser negociada em reunião com o Conselho.

Centralização não agrada a vereadores

A obrigatoriedade da presença do farmacêutico em estabelecimentos  que vendam ou distribuam remédios foi regulamentada pela Lei Federal nº 13.021/14.

Para os vereadores, é necessário pensar em alternativas. “Não há condições de alguém sair do Jardim Emília e buscar remédio no centro”, afirmou Rafael Santos Laranjeira (PSB), o Rafael Laranjeira. “Imagina se o médico receitar uma aspirina. Fica mais barato comprar o medicamento do que pegar um ônibus”. Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, também deixou claro seu descontentamento com a Secretaria. Sugeriu que as farmácias funcionassem em dias alternados. “Poderia fazer um cronograma e não fechar definitivamente”, comentou.

O vereador Edvaldo de Oliveira Paula (PTB), o Castelo Alemão, propôs a contratação de motoboys para realizar o serviço de entrega de remédios. “A secretaria ficou de avaliar esta possibilidade para resolver o problema da população”, pontuou.

Paraíba quer retomar projeto Remédio em Casa

Sebastião Vieira de Lira (PSDC), o Paraíba Car, deu exemplo de outros municípios onde técnicos de farmácia realizam o atendimento e falou sobre a ideia durante a reunião. “Isso funciona em outras cidades”, garantiu. Diante da situação, o vereador pretende retomar a ideia do programa Remédio em Casa.

Para a Secretaria de Saúde, no entanto, o desafio é contratar diante de um orçamento apertado. Pressionada pela falta de especialistas e com 57% dos recursos comprometidos com pessoal, Messias Covre disse que será difícil abrir novo concurso público. “Temos de contratar ginecologistas, uma das nossas principais necessidades”.

Uma nova reunião deverá ser agendada para discutir o assunto, após o encontro entre a Prefeitura e o Conselho.

Também participaram da reunião o presidente do Legislativo, Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, Ana Cristina Poli (PR), a Ana Poli, Edimar do Rosário (PRB), o Edimar de Jesus, Edval Barbosa Paz (PSDB), o Profº Edval, Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB), o Luiz Fernando, a diretora de departamento Lívia Pereira, e a assessoria do vereador Renato Caroba (PT).

 

 

 

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Publicado em 15/03/2017