Vereadores e moradores do Barreto discutirão com prefeito situação de famílias sob ameaça de despejo

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Vereadores e moradores do Parque Rodrigo Barreto se reunirão na próxima quinta-feira (3/10) com o prefeito José Luiz Monteiro (MDB) para discutir a situação das famílias ameaçadas de despejo na região. Na última segunda-feira (30/9), lideranças do bairro estiveram na Câmara Municipal para pedir a intervenção do Poder Legislativo na questão. As ações foram impetradas pela Imobiliária Continental.

Vereadores e moradores do Barreto discutem sobre ações de reintegração de posse

Os parlamentares esclareceram que o Legislativo não tem como interferir no processo judicial, mas defenderam uma atuação mais efetiva da Prefeitura. “Fico pasmo com a imobilidade da Prefeitura”, criticou Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, que mora no Barreto. Ele admitiu que se sente de “mãos atadas” ao ver diariamente o drama daqueles que ficam sem suas casas.

Renato Bispo Caroba (PT) repudiou a ausência de representantes da Prefeitura na reunião e disse que é preciso fazer um movimento por causa da “questão social”. Cristiane Araújo Pedro (PSD), a Profª Cris do Barreto, afirmou que a juíza não atendeu a pedido de audiência feito pelo Legislativo e lamenta que “o Judiciário não conheça a realidade da cidade”.

Abel Franco Larini (PL), o Abelzinho, explicou que um acordo judicial intermediado pela Prefeitura em 2008 impediu a continuidade das ações de despejo. “Elas ficaram suspensas até que fossem concluídos os trâmites para regularização do Barreto”, explicou. “Nós somos a voz da população, no entanto, o município deveria ser o braço. Neste mandato, não estamos vendo intervenção da Prefeitura nesta questão”.

Vereadores salientaram impossibilidade de intervir em decisão judicial

Articulador do encontro, Rafael Santos Laranjeira (PSB) informou que representantes do Poder Executivo foram convidados a participar. Porém, não houve retorno.

Com a confirmação da agenda com o prefeito, a expectativa é buscar alternativas. “Nós queremos moradia e estamos dispostos a pagar pelo terreno”, ressaltou o policial militar reformado, Magno Belo da Silva, um dos que falou em nome dos moradores.

Também participou da reunião, o procurador Jurídico da Câmara, Saulo Ferreira Lobo.

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Publicado em 1/10/2019

Texto: Silmara Helena

Fotos: Imprensa/CMA