Violência doméstica: Quarentena e isolamento aumentam perigo para mulheres e meninas

A pandemia da Covid-19 tem causado um outro drama dentro dos lares do mundo: o aumento de casos de violência doméstica. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres em artigo publicado no último dia 8/4 intitulado Violência contra mulheres e meninas é pandemia das sombras com base nas declarações de Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres e vice-secretária geral das Nações Unidas. Clique aqui para ler íntegra da matéria.

Em Singapura e em Chipre o registro de chamadas para este tipo de violência, por exemplo, aumentou 30% pós-pandemia. No Brasil, não está sendo diferente. No Rio de Janeiro houve crescimento de 50% no número de casos. O dado consta de texto escrito por Marília Golfieri e Amanda Andrian para o jornal o Estado de S. Paulo em 1º. de abril de 2020 – O aumento da violência doméstica em tempos de Covid-19.

No Estado de São Paulo, desde o último dia 3 de abril, é possível registrar boletim de ocorrência para violência doméstica por meio da Delegacia Eletrônica. O atendimento virtual às mulheres em situação de violência, segundo informações da delegada Jamila Ferrari, coordenadora das Delegacias de Mulheres de São Paulo, já estava sendo planejado pela Polícia Civil mas teve seu lançamento antecipado por conta da crise da COVID-19.

“Buscamos nos antecipar a um fenômeno que ocorreu em
outros países, como China, Espanha, França e Estados Unidos, que registraram
aumento no número de casos após adotarem medidas de isolamento social”, afirmou
a delegada.

Dados da ONU Mulheres apontam que mais de 243 milhões
de mulheres em todo o mundo, com idade entre 15 e 49 anos, foram submetidas a
violência sexual ou física por um parceiro íntimo nos últimos 12 meses. “Mesmo
antes da existência da Covid-19, a violência doméstica já era uma das maiores
violações dos direitos humanos. O confinamento está promovendo tensão e tem criado
pressão pelas preocupações com saúde e dinheiro. Além disso, está aumentado o
isolamento das mulheres com parceiros violentos, separando-as das pessoas e dos
recursos que podem melhor ajudá-las”, diz texto da ONU.

Boletim Virtual

Agora, o registro do boletim de ocorrência de violência doméstica pode ser feito por meio de qualquer dispositivo conectado à internet (tablet, computador ou celular) pela Delegacia Eletrônica no endereço: https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/home.

153

Em Arujá, as mulheres contam com o aplicativo 153 de
acesso direto à Guarda Civil Municipal (GCM). Para utilizar o serviço basta
acessar a loja do smartphone ou tablet, fazer o download gratuito, instalar no
dispositivo, cadastrar o número do telefone e solicitar o código de validação.
Após recebê-lo, é necessário aceitar os termos de política de uso e
privacidade, inserir nome, CPF, RG, profissão e e-mail.

Para mulheres com medidas judiciais de proteção, o
atendimento à ocorrência tem prioridade máxima. No entanto, qualquer cidadão
pode baixar o aplicativo e acionar a GCM. O objetivo do recurso tecnológico é
agilizar a comunicação entre a Guarda e o cidadão.

180

Por telefone, o número para denúncias é o 180 –
serviço disponibilizado pelo Governo Federal.

*Com informações da Prefeitura de Arujá/ONU Mulheres/Governo do Estado de São Paulo/Jornal O Estado de S. Paulo. Foto: Banco de Imagens

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Texto: Silmara Helena

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